Entrevista: Descubra por onde anda Bo Anders, o segundo vocalista do Kasino
Bo, primeiramente, é um prazer termos essa oportunidade de bater um papo com você! Nós do blog Beat Goes On acompanhamos a sua passagem pelo Kasino e achamos que foi uma contribuição muito satisfatória para a discografia do projeto.
Pergunta: Por favor me mate uma curiosidade, seu nome é realmente Bo Anders? Se não, de onde surgiu?
Resposta: É um nome artístico. Eu queria algo que fosse simples, diferente e internacional. Depois de muitas tentativas até com nomes em élfico, fiquei com esse.
Pergunta: Bo, é inevitável não citarmos o seu momento de maior destaque, que foi durante a época do Kasino, você ficou no projeto por pouco tempo e chegou a lançar apenas dois singles: “Go Higher” em 2008 e “Inspiration” em 2009. Conta pra gente como foi essa experiência? Antes disso, você já havia tido algum trabalho com música?
Resposta: Profissionalmente nunca tinha trabalhado com música. Minha formação é em teatro. Sempre fui ligado à música, mas como hobby.
Trabalhar com música foi uma experiência ótima, pude viajar por todo o país, ter contato com fãs em lugares que a gente nem imagina que exista público pro nosso estilo de música. Claro que também tem o lado cansativo, não é só glamour. Já enfrentei muitas horas de estrada em vans desconfortáveis, mas na hora do show, a gente nem pensa nisso.
Pergunta: Você chegou a gravar mais músicas pro Kasino, que não foram lançadas?
Resposta: Não. Chegamos a compor letra e melodia, tínhamos alguns esboços de músicas novas, mas nada saiu do papel.
Pergunta: Em uma entrevista com os produtores do Kasino, concedida em 2009 para o portal Top Music Brasil, o Fabianno Almeida (mais conhecido como Mister Jam) afirmou que “as pessoas geralmente diziam que a entrada do Bo Anders no Kasino não alterou muito o projeto”. Como você interpretou essa afirmativa? Não alterar muito o projeto foi tido como algo positivo ou negativo, do seu ponto de vista, como vocalista naquela época?
Resposta: Na verdade eu não tinha muita ideia do que o Kasino era até meu primeiro show em Conchal, no interior de São Paulo, quando eu subi no palco e dei de cara com 10 mil pessoas. Eu não acompanhava a cena eletrônica e foi ali que eu vi como o projeto era grande.
Eu acho que qualquer mudança em formação de banda, elenco, ou o que quer que seja, sempre encontra resistência. As pessoas não gostam de mudanças. É mais fácil rejeitar e criticar do que se abrir a algo novo. Por muito tempo houve fãs fazendo críticas negativas às músicas e aos vídeos de shows. São coisas que a gente já espera e ignora. Felizmente houve uma resposta positiva também.
Quanto a não ter alterado o projeto, acho que o desejo dos produtores era manter o formato que já fazia sucesso e continuar de onde estava. Daí ele dizer que nada havia mudado. Por outro lado, não há como não alterar. Outro vocalista, outro estilo, outra voz... a gente sempre traz uma coisa nova. E gosto de pensar que foram novidades boas para o projeto.
Pergunta: Diria que os seus singles no Kasino foram marcados por batidas mais agressivas do que as de singles anteriores. Eu particularmente tenho “Go Higher”, como umas das faixas favoritas do projeto, junto com muitas outras, o que me chamou atenção na faixa foi justamente essa pegada mais agressiva dos “beats”. Muita gente definia a sonoridade do Kasino, ou mesmo o debut álbum “Light of Love”, como Euro Dance, mesmo se tratando de música produzida no Brasil, mas os singles com o seu vocal se adequaram melhor ao segmento de House e Electro. Você se identifica com músicas assim, de batidas mais agressivas?
Resposta: Meu estilo na verdade é bem diferente da cena eletrônica. Gosto de baladas, notas fortes, belting e firulas vocais. Tive que me segurar muito pra me adaptar ao Kasino. Eu sou ator de teatro musical, o vocal do eletrônico é bem mais seco, não permite muita ornamentação. Era tudo muito novo pra mim, então nem posso dizer se me identifico mais com um ou outro estilo. O que eu sei sobre música eletrônica foi de conversas com o Filipe Guerra, que na época viajava com a gente.
Pergunta: Sabe-se que o projeto retornou esse ano com um single novo, só que não muito fiel ao estilo de anos atrás, mas o projeto conta com o vocalista da formação original, que em 2008 se afastou por motivos pessoais. Porém, agora está de volta!
No seu caso, em 2009, o que de fato pôs um fim ao Kasino?
Resposta: Eu na verdade não estava muito por dentro das negociações de shows. 2008 foi um ano muito bom, já em 2009 os shows foram bem escassos. Fui saber um tempo depois que a própria produção estava vetando venda de shows, até alguns internacionais. Não sei dizer por quê.
Na mesma época, a Lorena Simpson estourou e o foco da produção foi todo pra ela, e os outros projetos foram deixados de lado, inclusive o Kasino. Pouco depois os sócios da Maxpop se separaram e produtora parou totalmente com os projetos autorais até se reestruturar. O retorno do Kasino esse ano foi uma surpresa pra mim também.
Pergunta: Já ouvi boatos de que você está/esteve atuando no ramo de advocacia ou algo relacionado a direito. Isso procede?
Resposta: Nem de longe. Fiz faculdade de Publicidade e Propaganda.
Pergunta: Artistas como Ramada, Overtronics, Magic Box, Carolina Marquez, Danzel e até mesmo o próprio Kasino, resolveram voltar à ativa recentemente. Com esses ressurgimentos acontecendo, há alguma chance de vermos Bo Anders em algum tipo de projeto que marque seu retorno? Você tem um projeto musical ou está afastado deste segmento?
Resposta: No momento eu voltei a trabalhar com teatro, mas não descarto a possibilidade de voltar à música, pelo contrário, gostaria muito. O problema é conciliar as agendas pra fazer um projeto novo, compor, gravar. Tudo é mais complicado do que parece.
Pergunta: Conte-nos alguma coisa que o público não saiba sobre você.
Resposta: Sou viciado em viajar e aprender línguas. Não existe melhor investimento em nós mesmos que explorar o mundo. É quase uma necessidade física. Não ligo para compras, marcas e grifes. Nada me dá mais prazer do que entrar num avião e conhecer lugares e culturas diferentes. E eu também adoro comida de avião.
Pergunta: Qual seria o Top 5 de músicas que você mais têm ouvido nos últimos meses?
Resposta: Tem muita música que eu baixo depois de escutar em um seriado ou filme. Tenho ouvido muitas trilhas de musicais também, como Smash, The Book of Mormon, Wicked e Frozen. Se eu tiver que enumerar...
1 - Let it Go – Idina Menzel
2 - Broadway, Here I Come – Jeremy Jordan
3 - They Just Keep Moving the Line - Megan Hilty
4 - I Believe – Andrew Rannells
5 - Defying Gravity – Idina Menzel
Pergunta: O que o Bo Anders vem fazendo desde que saiu do Kasino? Conte-nos mais sobre você e quem realmente é Bo Anders.
Resposta: O artista não consegue ficar parado, o chamado do palco é muito forte. Quando o Kasino acabou eu voltei a me dedicar ao teatro e à dança. Também voltei a dar aulas de inglês, porque infelizmente, arte no Brasil raramente paga as contas.
Pergunta: O que podemos esperar de você em futuro próximo?
Resposta: Eu também gostaria de saber...
Bo agradecemos desde já a oportunidade. É muito legal o fato de podermos conversar contigo, tudo bom, esperamos que algum dia você volte para o mercado da música, de preferência eletrônica rsrsrsr.
Marcadores: Bo Anders, Entrevista, Kasino


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