Confira nossa entrevista exclusiva com Filipe Guerra
Primeiramente, gostaríamos de agradecer a Equipe FG (Filipe Guerra) pela atenção e suporte que nos deram, a equipe do Beat Goes On gostaria de desejar sucesso para os novos projetos do Filipe, ainda mais tendo em vista que ele está tomando um novo rumo em sua carreira, e ao que tudo indica alcançará novos vôos muito em breve.
Pergunta 1:
Filipe para início de conversa, vamos falar sobre o seu atual single, a música “Kids In The Dark”, parceria com o ator, cantor e compositor brasileiro Bernardo Falcone. Esta, dentre todas as faixas do EP “Follow You”, foi uma das que mais me chamou atenção! Até então, seus hits de maior sucesso foram embalados por vozes femininas da e-music, como as brasileiras Lorena Simpson e LuGuessa, e a espanhola Nalaya Brown.
Eu, particularmente, encarei “Kids In The Dark” com uma experiência bem-sucedida saindo da sua zona de conforto. Você também a vê dessa forma? Como foi a experiência de produzir um hit para um vocal masculino, depois de tantos hits de sucesso com vozes femininas da e-music? Você cogita gravar mais singles com o Bernardo Falcone ou também há outros artistas masculinos do Brasil que você gostaria de trabalhar em parceria?
Resposta:
Realmente "Kids in the Dark" foi um trabalho diferente do que eu já fiz, intencionalmente. Já tinha essa vontade de inserir um vocal masculino em minhas produções, e já falava com o Bernardo pra rolar essa parceria há quase um ano. Gostei tanto do resultado que eu já estou criando outra música com vocal masculino.
Não tenho em mente quem será o vocalista, mas a música é bem intensa.
Pergunta 2:
Ainda sobre a música “Kids In The Dark”, ela possui duas versões: uma presente no EP “Follow You” e outra versão mais recente, lançada para a divulgação do single. Ambas foram produzidas por você? Podemos esperar um videoclipe para “Kids In The Dark”? Se sim, qual das duas versões estaria no vídeo?
Resposta:
Ambas foram feitas por mim. A versão que saiu posterior a lançada no EP é um estilo que eu também gosto de produzir, de ouvir e tocar, para novos ouvidos, e ampliar meu público. Definitivamente, minha sonoridade não é mais a mesma.
Pergunta 3:
Em seu EP “Follow You”, há duas faixas com artistas internacionais: “Leave Me Alone”, com a espanhola Nalaya, e “Moving On”, com a norte-americana Jenna Christine, sendo que esta foi single antes do lançamento do EP. Você pretende expandir a sua carreira internacional a um nível fora do continente Americano? Há algum artista internacional de renome, DJ ou cantor, com quem você tenha um sonho de trabalhar em parceria?
Resposta:
Tenho um projeto guardado, que num futuro próximo pode ser lançado, com vozes da Dance Music que eu sou fã. Quem sabe não role no ano que vem. Estou criando as músicas desse projeto.
Pergunta 4:
Eu gostei muito do EP “Follow You”, mas senti falta de ter sido lançado em formato físico. Acho que teria sido algo bem bacana, principalmente para os fãs fiéis terem a opção de comprar para guardar numa coleção de álbuns físicos. Eu ainda compro CDs físicos, rsrs... Gostaria de saber se podemos esperar por um álbum completo seu, em breve, com mais faixas e com a opção de lançamento em formato físico?
Resposta:
O mercado mudou bastante, principalmente no Brasil. Também tenho um carinho especial pelo cd físico, pelo encarte. O digital é mais rápido, não bate nos entraves do alto custo de distribuição por conta dos impostos atrelados ao produto. Quando o cd chegar nas lojas com o valor acessível a todos, talvez eu pense nisso. Hoje o álbum físico é quase como um romantismo, ainda mais na música eletrônica pop, que tem uma velocidade de mutação enorme.
Pergunta 5:
Seu renome e seus méritos como DJ e produtor no Brasil são indiscutíveis, mas é notório que a popularidade do seu trabalho é maior entre o público LGBT, sendo que muitos artistas consideram este como um público mais exigente e seletivo quanto à musicalidade. Como você encara o fato de você ser meio que um “divo” na cena LGBT, digamos assim? Você se sente completamente à vontade tocando em baladas do gênero ou prefere um público mais diversificado, como o de festivais, por exemplo?
Resposta:
Eu sou completamente apaixonado pelas pessoas que gostam de uma boa música, independente de gêneros e escolhas pessoais. Acho que esse preconceito e segregação estão fora de moda e não condiz com o futuro da sociedade. E a música tem feito isso, tem unido as pessoas em um bem comum: compartilhar a vida.
Pergunta 6:
Entre o público LGBT, você é admirado como DJ/Produtor, mas também há quem o admire pela sua beleza. De fato, você é um dos DJs mais bonitos do Brasil! Como você encara isso? Te incomoda, te lisonjeia ou te intimida?
Resposta:
Fico feliz pelo elogio. Pode não parecer, mas sou bem tímido quanto a isso. Acho que eu me sinto mais bonito quando eu tô feliz, que é quando eu tô tocando. Deve ser isso.
Pergunta 7:
Você tem um ídolo na música eletrônica, algum DJ que você admire muito? Se sim, conte para nós quem é e o que o faz admirá-lo?
Resposta:
Sou fã do Calvin Harris, ele é um dos únicos djs e produtores que realmente compõe, cria suas melodias e consegue grandes êxitos. Tenho uma lista imensa de djs que admiro, posso incluir o Antoine Clamaran e Robbie Rivera.
Pergunta 8:
Atualmente, música eletrônica tomou conta do segmento pop comercial. Cada vez mais vemos artistas pop apostando em estilos de música eletrônica, o que contribui amplamente para a popularização de vertentes do segmento, como o electro e o dubstep. No seu trabalho, que é genuinamente do segmento eletrônico, notamos uma fidelidade ao tribal e progressive, estilos que bombam mais nas baladas mesmo e não têm muita força nas rádios, onde a programação costuma ter um foco mais comercial. Você pensa em, futuramente, transitar por outros estilos, aos quais ainda não trabalhou? Vamos supor trance ou hands up, sei lá... rs... Ou mesmo estilos mais comerciais no momento, como o dubstep?
Resposta:
Acho que é uma transição natural. Como um produtor que quer atingir todas as linguagens, ampliar sua produção. Mas se não tiver sentido, se for apenas por modismo, eu não me sinto a vontade pra fazer. Se tiver a verdade da proposta que eu queira expressar na minha música, pode ser um samba, uma valsa, ou um trance.
Pergunta 9:
Aproveitando que falamos em pop comercial, você teve um single muito bom em parceria com a cantora pop e compositora capixaba Jullie, que atualmente é destaque na segunda temporada do reality show de competição musical “The Voice Brasil”. A música “After All”, que das suas faixas é uma das minhas preferidas, foi trilha sonora da novelinha Malhação e fez bastante sucesso nas baladas, mas acabou não entrando para o repertório do EP “Follow You”, creio que pelo fato de ter sido lançada por outro selo. Estou certo? Mas então, como foi trabalhar com a Jullie, que atualmente é dona de um dos hits mais tocados no país, “Gasolina”? Você sempre costuma repetir as parcerias com as cantoras em singles, como aconteceu com a Lorena Simpson, com a LuGuessa e com a Nalaya. A parceria com a Jullie pode se repetir também?
Resposta:
A Jullie é uma profissional brilhante, que tenho a honra de ser amigo. "After All" também é uma das minhas músicas favoritas. Foi um resultado ótimo! Quero muito ainda trabalhar com a Jullie.
Pergunta 10:
Após um bom tempo sem trabalharem juntos, recentemente você produziu duas músicas com a Lorena Simpson: “Follow You”, que dá título ao seu EP, e “Glad For Tonight”, feita para uma campanha da Glad Magazine e que estará presente no EP da Lorena. Os maiores sucessos de ambas as carreiras, tanto a sua quanto a da Lorena, são hits em parceria de vocês dois. “Brand New Day” e “Can’t Stop Loving You” são hinos da e-music nacional. Como você se sente em relação aos trabalhos com a Lorena? Há um sentimento de gratidão ou cumplicidade entre ambos? Vocês são amigos próximos? Podemos esperar mais parcerias entre vocês?
Resposta:
Nós somos quase irmãos separados no nascimento. Temos uma ligação muito forte. Estamos compondo juntos novas músicas, tenho feito questão de introduzir mais a Lorena no estúdio pra criar comigo. Pra também ter as idéias dela, ouvir o que ela gosta. Teremos no ano que vem certamente o resultado disso.
Pergunta 11:
Onde você tem buscado inspiração atualmente? Tem ouvido muito o trabalho de um determinado artista ou uma música em particular?
Resposta:
Minha inspiração maior vem do que eu toco. Da minha experiência nas pistas, nas viagens. Ouço muita música todos os dias, e não apenas pop ou eletrônica. A inspiração está em tudo, até mesmo nessa entrevista.
Pergunta 12:
Qual seria o Top 5 de músicas que você mais têm ouvido nos últimos meses?
Resposta:
1 – Demi Lovato - Neon Lights
2 – Lawson - Learn to Love Again
3 – Daddys Groove - Surrender
4 – Elis Regina - Como nossos pais
5 – Krewella - Alive
Pergunta 13:
Lembro de uma entrevista onde o brasileiro DJ Feeling contou como surgiu o interesse em ser DJ. Ele participou de um concurso de uma rádio e ganhou, isso o motivou a se profissionalizar como DJ. Voltando um pouco no tempo, o que te motivou a se tornar um DJ/Produtor e quando ocorreu? Você sempre sonhou com isso, desde criança? Ou você sonhava em ter outra profissão, mas acabou se tornando DJ? Conte-nos como se descobriu DJ?Resposta:
Desde criança eu colecionava discos e gravava fitas cassetes com as Dance Musics que tocavam na rádio. Desde meus 8 anos, sou apaixonado por música. Fui criado com violão, teclado, piano, bateria. Foi natural ter seguido o caminho como DJ. Eu tinha 15 anos, quando comecei a ganhar dinheiro com isso.
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