• OPINIÃO | UMA ANÁLISE SOBRE "THE EVOLUTION OF MAN", O ÓTIMO ÁLBUM DO EXAMPLE •
Example é o Artista do Mês aqui no blog, isto porque gostamos muito do quarto álbum de sua carreira: The Evolution Of Man. A edição deluxe trás 21 faixas, todas ótimas. Trata-se de um álbum incansável de ouvir, e por falar nisso, Example disponibilizou pra gente ouví-lo todinho no YouTube.
A história de The Evolution Of Man começou quando, no primeiro bimestre do ano passado, o rapper inglês twittou, durante um vôo para para Sydney, que planejada escrever um novo álbum e iria ouvir o Velociraptor do Kasabian a fim de encontrar alguma inspiração, e talvez seja o explique os notórios elementos de rock n' roll e metal presentes nas faixas em The Evolution Of Man. Sua pretensão era escrever o álbum inteiro durante dois meses de estadia em que ficaria na Austrália.
Exatamente na metade de 2012, novamente via twitter, Example anunciou o primeiro lead-single do futuro álbum, produzido por ninguém menos que Dirty South. Say Nothing estreou no dia 25 de Julho, na programação da Capital FM, e foi tocada ao-vivo pela primeira vez [juntamente com Perfect Replacement, 3º e atual single do álbum] durante a passagem do Example pelo V Festival, em Agosto.
Os fãs reclamaram da falta de dubstep em Say Nothing [aff ¬¬] e Example, por sua vez, foi bem categórico em sua réplica, através do facebook:
A arte da capa foi revelada em Setembro, poucos dias antes do lançamento oficial de Say Nothing nas lojas virtuais. A imagem é de autoria do mesmo criador de capas para os grupos The Prodigy e The Streets. É composta de uma fotografia do Example quando criança sobreposta a um grande número de pessoas que assistem a um show, de modo que o menino parece estar saudando o público.
Faixa a Faixa
Diria que Say Nothing, dentre todas as faixas do álbum, é uma das produções mais fracas, mas até o lançamento desta como lead-single foi inteligente, pois guardou o melhor para depois.
O álbum em totalidade sofre influência de elementos rock n' roll e metal, apesar disso ser mais nítido somente em canções como Come Taste The Rainbow, que inicia o repertório do CD, Crying Out For Help, Blood From A Stone, Are You Sitting Comfortably? e Eutopia (Fade Away). O tal do dubstep não ficou de fora, mas está presente nas canções de uma maneira sutil, como em One Way Mirror, Snakeskin e Daydreamer, faixa que encerra o repertório de inéditas [as três últimas faixas do CD são remixes de Say Nothing e Close Enemies]. O mesmo ocorre com o electro, que está presente em trechos de maioria as faixas, mas não de uma maneira "crua" e mal produzida.
Algumas canções têm elementos instrumentais típicos de outras culturas, como no trecho de introdução em Perfect Replacement e em praticamente toda a Whisper, que tem uma levada meio árabe. Se prestarmos bem atenção, até elementos mais alternativos, de indie e folk, podemos encontrar em algumas músicas. Atente para All My Lows, à primeira parte de We'll Be Coming Back, que depois é mesclada ao electro, e à própria The Evolution Of Man, apesar de ter uma levada mais pop.
Por ser um rapper, Example não podia deixar completamente de lado os trechos de hip hop e a influência RnB, mesmo que pouca, em algumas faixas. Faz parte da sua identidade, do que o consagrou como artista de renome, no início de sua carreira.
Melhores Faixas
Sem sombra de dúvidas a melhor é o carro-chefe Close Enemies! Talvez discordem de mim, mas o conjunto da obra a torna o melhor em The Evolution Of Man: a letra da música, a sonoridade da produção e o excelente trabalho de vídeo no clipe.
Perfect Replacement, o atual single, que teve seu clipe liberado durante a virada de ano e será oficialmente lançado em fevereiro, também é uma ótima música.
Destaque também para as faixas Crying Out For Help, Queen Of Your Dreams, All My Lows, One Way Mirror, Someone To Die For e Eutopia (Fade Away).
Pontos Positivos
The Evolution Of Man é conceitual, engloba vários segmentos modernos da música eletrônica, mas não deixa de fora alguns elementos clássicos, como por exemplos batidas funky [note no trecho final de Let's Be Fucking Stupid, que chega a nos remeter às produções do Fatboy Slim na década de 90] e sintetizadores em trechos de algumas canções. Diria que o álbum merece ser muito mais explorado, apesar de já terem sido lançados três singles oficiais e mais alguns promocionais, e que ainda merece mais atenção da mídia e do público amante de música eletrônica [bem mais atenção que álbuns como 18 Months do Calvin Harris, por exemplo].
Pontos Negativos
Não vejo muitos pontos negativos nítidos, de fato! Acho que o príncipal é que talvez seja um álbum que não consiga agradar ao público mais tradicional, por ser um material mais "pop", mas mesmo assim achei mais conceitual e criativo do que muito dubstep "cru" que tá bombando nas paradas [pronto, falei!].
"Wait for the album, I'm not gonna fill the album with the same sounding song, and I'm not gonna keep releasing the same 'dubstep' or 'electro' record".É algo parecido com: "Esperem pelo álbum, eu não irei enchê-lo com músicas que soam a mesma coisa, e eu nem irei continuar lançando gravações com o mesmo dubstep ou electro" [achei muitOo dygno *-*]. No meu ponto de vista, de fato, essa é uma promessa cumprida! The Evolution Of Man em sua totalidade, desde sonoridade ao conceito gráfico e publicitário, quer mostrar uma evolução mesmo, algo que já é proposto de cara na capa do álbum e de seus respectivos singles.
Faixa a Faixa
Diria que Say Nothing, dentre todas as faixas do álbum, é uma das produções mais fracas, mas até o lançamento desta como lead-single foi inteligente, pois guardou o melhor para depois.
O álbum em totalidade sofre influência de elementos rock n' roll e metal, apesar disso ser mais nítido somente em canções como Come Taste The Rainbow, que inicia o repertório do CD, Crying Out For Help, Blood From A Stone, Are You Sitting Comfortably? e Eutopia (Fade Away). O tal do dubstep não ficou de fora, mas está presente nas canções de uma maneira sutil, como em One Way Mirror, Snakeskin e Daydreamer, faixa que encerra o repertório de inéditas [as três últimas faixas do CD são remixes de Say Nothing e Close Enemies]. O mesmo ocorre com o electro, que está presente em trechos de maioria as faixas, mas não de uma maneira "crua" e mal produzida.
Algumas canções têm elementos instrumentais típicos de outras culturas, como no trecho de introdução em Perfect Replacement e em praticamente toda a Whisper, que tem uma levada meio árabe. Se prestarmos bem atenção, até elementos mais alternativos, de indie e folk, podemos encontrar em algumas músicas. Atente para All My Lows, à primeira parte de We'll Be Coming Back, que depois é mesclada ao electro, e à própria The Evolution Of Man, apesar de ter uma levada mais pop.
Por ser um rapper, Example não podia deixar completamente de lado os trechos de hip hop e a influência RnB, mesmo que pouca, em algumas faixas. Faz parte da sua identidade, do que o consagrou como artista de renome, no início de sua carreira.
Melhores Faixas
Sem sombra de dúvidas a melhor é o carro-chefe Close Enemies! Talvez discordem de mim, mas o conjunto da obra a torna o melhor em The Evolution Of Man: a letra da música, a sonoridade da produção e o excelente trabalho de vídeo no clipe.
Perfect Replacement, o atual single, que teve seu clipe liberado durante a virada de ano e será oficialmente lançado em fevereiro, também é uma ótima música.
Destaque também para as faixas Crying Out For Help, Queen Of Your Dreams, All My Lows, One Way Mirror, Someone To Die For e Eutopia (Fade Away).
Pontos Positivos
The Evolution Of Man é conceitual, engloba vários segmentos modernos da música eletrônica, mas não deixa de fora alguns elementos clássicos, como por exemplos batidas funky [note no trecho final de Let's Be Fucking Stupid, que chega a nos remeter às produções do Fatboy Slim na década de 90] e sintetizadores em trechos de algumas canções. Diria que o álbum merece ser muito mais explorado, apesar de já terem sido lançados três singles oficiais e mais alguns promocionais, e que ainda merece mais atenção da mídia e do público amante de música eletrônica [bem mais atenção que álbuns como 18 Months do Calvin Harris, por exemplo].
Pontos Negativos
Não vejo muitos pontos negativos nítidos, de fato! Acho que o príncipal é que talvez seja um álbum que não consiga agradar ao público mais tradicional, por ser um material mais "pop", mas mesmo assim achei mais conceitual e criativo do que muito dubstep "cru" que tá bombando nas paradas [pronto, falei!].
Marcadores: album, Calvin Harris, Close Enemies, Example, opinião, Perfect Replacement, resenha, Say Nothing, The Evolution Of Man, We'll Coming Back



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