quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

• OPINIÃO | O RETORNO DE DANGEROUS MUSE: UMA RESENHA SOBRE O ÓTIMO EP "RED" •

Há pouco menos de dois anos, escrevi AQUI no blog sobre como conheci o trabalho do duo Dangerous Muse e contei um pouco sobre sua trajetória no cenário musical. Pois bem, o duo nova iorquino já não é mais um duo. O tecladista Tom Napack saiu do projeto, deixando apenas o vocalista e líder Mike Furey tomando de conta da parada. Este, por sua vez, apoiado por outros músicos [como o baixista Walls O'Mara e o baterista Chris Kling], optou por não desfazer-se do nome do duo e, de certo modo, ignorar todo o renome que este conquistou desde o seu surgimento, em 2003. Furey decidiu seguir carreira solo mantendo o nome Dangerous Muse, e a gente agradece por isso \o/
O maior êxito deles, até o momento, fora o hit I Want It All, lançado em 2009, como carro-chefe de um futuro álbum, e desde então especula-se sobre a produção e lançamento desse álbum, que teve até título confirmado como Take Control. No entanto, o projeto, que sempre encontrou-se empacado, atrasou ainda mais com a saída de Tom, no começo desse ano.
Em sua discografia, o Dangerous Muse só possui um EP, intitulado Give Me Danger e lançado em Agosto de 2006, alguns singles avulsos lançados e faixas unreleased vazadas. Red tinha tudo para ser apenas mais do mesmo, já que duas de suas faixas são Homewrecker, uma unreleased que havia vazado em 2009, e Fame Kills, um single liberado para download no ano passado.

De certa forma, a sensação que tive foi a de que o lançamento de Red veio apenas como uma reafirmação da existência de Dangerous Muse, mesmo apesar de vir num bom momento, em que estávamos escassos de material inédito deles. Furey ainda foi bem inteligente ao disponibilizar o download do EP gratuitamente através de seu site oficial (www.dangerousmuse.com).
No entanto, após conhecer Red, que fora lançado em 22 de Novembro, e eu só vim ouvir exatamente um mês depois, pude atestar que realmente nada se compara ao Dangerous Muse, mesmo sem o Tom. A começar pela faixa que abre o repertório do EP, Mike induz a um processo de hipnóse sonora, com a versão final de Homecrecker, que ficou simplesmente perfeita. Ouça:


Logo em seguida, em I Can't Help It, me lembrei bastante do hit Brothers & Sisters (Arena).


Brother tem uma vibe mais oitentista e dá impressão de que foi uma música escrita sobre os sentimentos de Mike em relação ao Tom.


E por fim, encerrando o repertório, temos Mr. Strange Love, com uma vibe mais obscura e new wave.


A única coisa que eu senti falta em Red foi da faixa Girls Like You, que os meninos gravaram para a trilha sonora do filme House Of Boys, onde inclusive eles fizeram aparição na cena de um show, tocando e cantando a música. Veja:


Girls Like You tem um estilo mais rock, que não vai de encontro às demais faixas do EP, mas não seria um problema em fazer parte do EP, pois poderia ter integrado como bonus track... Sei lá :(
Talvez o que tenha impedido Girls Like You de estar em Red foram questões burocráticas, como contratuais ou de direitos autoriais. Uma pena :/

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